Geração Sino

Sahara-Desert

Geração Sino

As coisas que falamos muito acabam perdendo em parte a sua importância e o seu significado. É como se ficasse trivial demais, banalizado ou com sentido deturpado. Tem algo que é muito dito, muito cantado, muito aplaudido, muito declarado, mas pouco vivido na sua verdadeira essência: o amor.

O amor que o mundo fala é o amor romântico, é o amor dos filmes de Hollywood ou das novelas da Globo, é o amor egoísta e possessivo, é o amor que vale tudo, de traições a homicídios e suicídios. Religiosos matam “por amor” a seu deus e apaixonados matam a pessoa amada “por amor”… Mas o amor não deveria gerar vida em vez de morte?

O problema é que esse tipo de amor é apenas de aparência ou não passa simplesmente de um sentimento e/ou emoção… É como um sino, é bonito e brilhante por fora, mas é oco por dentro e o fato de ser oco é o que o faz ser barulhento. O amor verdadeiro vai muito além de um sentimento, vai muito além de gostos e afinidades, é vontade, é escolha, é atitude.

A Palavra de Deus diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito…” (João 3:16). Percebemos então que, esse amor é amor de atitude; atitude de dar e dar o melhor e dar a quem não tinha nada para oferecer em troca. É evidente que, como Deus é perfeito, o Seu amor por nós também é perfeito, não pode ser diminuído, não pode ser alterado, já é completo. Mas nós, apesar de imperfeitos, devemos aprender com Ele por sermos Seus filhos e termos a Sua essência.

Não adianta o ser humano ter conhecimento, riquezas, popularidade, dons, títulos, fama… Se ele não tiver amor, é como um sino, é oco, é sem significado e mesmo falando de amor (olha aqui o barulho), ele não é preenchido de amor. O verdadeiro amor não depende de quem o recebe, mas de quem decide amar; o amor é uma construção, não uma imposição; o amor não corta as asas, mas direciona o voo; o amor não aprisiona, mas tem prazer na liberdade do outro; o amor é uma antítese do egoísmo, pois “não busca seus próprios interesses” (I Coríntios 13:5).

Jesus, de forma surpreendente e maravilhosa, resumiu todos os nossos deveres de cristãos em “apenas” duas atitudes, a de amar a Deus sobre todas as coisas – e esse amor implica na atitude de obediência – e ao próximo como a nós mesmos (Mateus 22:37, 39). É algo que aparentemente até parece fácil, mas é algo que exige renúncia, comprometimento, perseverança, entrega e altruísmo. Lembrando que amar é verbo (indica uma ação) e verbo que deve ser conjugado sobretudo na primeira pessoa e no tempo presente: eu amo…

Portanto, precisamos saber diferenciar esse amor vazio de sentido apregoado pelo mundo, que muitas vezes não passa de uma falácia e o amor verdadeiro, aquele que emana do próprio Criador e que não muda se formos bons ou maus, pois esse amor não é baseado em merecimento, mas na vontade dEle de nos amar. E dessa maneira necessitamos amar o outro, que é fazer o bem sem esperar aplausos, nem recompensas. Se fizermos isso, estaremos fazendo o que agrada ao nosso Deus!

 

Anúncios

Um comentário sobre “Geração Sino

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s