Ferro com ferro se afia

Tolerancia

Ferro com ferro se afia

Existe algo em nossas vidas que poderíamos dizer que é a nossa maior necessidade e que ao mesmo tempo é a nossa maior dificuldade: são as nossas relações. Ninguém, e se há alguma exceção me é desconhecida, foi criado para viver só. Tivemos uma mãe que nos gerou, tivemos alguém que desde o início de nossas vidas cuidou de nós e isso já é relação, e poderíamos dizer uma relação imprescindível e determinante para todo o nosso futuro.

As relações perpassam toda a nossa vida, sendo que as mesmas acontecem em três níveis diferentes: conosco, com os outros e com Deus. Por consequência, um nível sempre vai interferir nos demais e nossa relação com Deus é o alicerce das outras duas. Se olharmos para a Palavra de Deus, vamos perceber que esse é um livro de relacionamentos e o maior exemplo é Jesus, pois, Ele sempre estava cercado de pessoas e pessoas difíceis de conviver e quando estava só, Ele estava se relacionando com o Pai em oração.

O que não podemos negar é que há uma necessidade gigantesca de sermos aceitos e amados pelo que somos e do jeito que somos. Nisso é que reside uma das maiores de nossas problemáticas: queremos ser aceitos e amados, mas não conseguimos aceitar e amar, sem colocar condições e/ou restrições… Queremos ser amados incondicionalmente, mas não o fazemos com o outro. E nisso a nossa vida vai se desenrolando…

Mas como o nosso Deus é infinitamente sábio, Ele criou uma coisa chamada convivência e é nessa convivência que vamos nos moldando um ao outro. Uma coisa bastante interessante é que a infância humana é mais extensa de todas. Os animais, relativamente em pouco tempo, ficam logo adultos e independentes, o ser humano, não. Isso é proposital para que os vínculos afetivos se solidifiquem cada vez mais… E durante o tempo em que convivemos, tanto agradamos, quanto machucamos o outro, e o outro a nós.

Quando a Bíblia diz que “as pessoas aprendem umas com as outras, assim como o ferro afia o próprio ferro” (Provérbios 27:17 NTLH), percebemos aqui uma analogia perfeita das relações por nós estabelecidas. Quando por exemplo, uma faca está cega, pode-se afiar com uma outra faca; quando um machado está sem corte, utiliza-se um outro metal para afiá-lo… Nesse processo, um barulho é produzido, há uma forte colisão entre os metais a fim de que a parte embotada seja retirada, o metal passe a brilhar mais e melhore a função daquele instrumento. Assim é com os metais, assim é conosco.

Uma faca cega continua sendo uma faca, mas há uma dificuldade maior em sua utilização, há uma demora maior para se cortar algo e se esse instrumento fica sozinho, sem outro para afiá-lo, a tendência é que perca sua função. Às vezes achamos que parar por um instante com o objetivo de afiar um instrumento de trabalho é perda de tempo e na realidade, perdemos muito mais tempo, e às vezes também a paciência, tentando usar esse instrumento que não está adequado para o uso (quem já tentou cortar, por exemplo, uma carne com uma faca cega sabe que estou dizendo, além da demora, o corte não sai da forma desejada).

Nos nossos relacionamentos temos atritos devido às inúmeras diferenças, mas isso com o tempo vai nos “afiando”, ou seja, nos tornando pessoas melhores, mais maduras, onde cedemos mais, onde percebemos que também somos falhos, onde aprendemos o valor do perdão e tantas outras coisas. Em todas as esferas de nossos relacionamentos, como: casamento, pais e filhos, igreja, trabalho e amizades, há conflitos, pois, lhe dar com pessoas não é, nem nunca foi fácil, mas como o “ferro afia o ferro”, só aprendemos a conviver, convivendo.

Com tudo isso, podemos compreender algumas coisas: o isolamento não tornam as pessoas melhores, a convivência sim; conviver não é fácil, mas é necessário; a relação com Deus é a mais importante; e, precisamos do outro, assim como o outro precisa de nós e disso depende nossa vida e nossas realizações.

Lembre-se: Conviver é partilhar vida!

 

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