Vá além dos rituais

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Vá além dos rituais

Nós podemos impressionar muita gente com coisas que fazemos, com demonstrações de honestidade, boas ações ao próximo, vida correta, santidade aparente, obras de caridade, conhecimento avançado, oratória eloquente, discursos encorajadores e tantas e tantas outras coisas, mas nada disso diz quem realmente somos e quais as nossas intenções.

Nós só vemos o que é aparente, o que é perceptível aos olhos e nós julgamos as pessoas quando não têm uma conduta que para nós é a conduta ideal, julgamos quando as pessoas agem diferente do que nós agiríamos na mesma situação, julgamos as pessoas a partir de nós mesmos, como se fôssemos parâmetro para tal julgamento. E também fazemos algo que não ajuda em nada, nem a nós, nem aos outros, que são as comparações. Cada pessoa tem uma história de vida diferente das demais, são traumas, sonhos, insatisfações, alegrias, anseios… tudo diferente e como agora queremos comparar suas atitudes? Na realidade a pessoa que deveríamos nos comparar é com nós mesmos… Somos hoje melhores do que há seis meses? Meus pensamentos, palavras e atitudes são mais produtivos que no passado? Tenho mais maturidade do que antes? Essa comparação sim deveria ser feita, não a de outras pessoas.

Às vezes achamos que o fato de fazermos muitas coisas que vamos impressionar a Deus, mas para o Senhor o que fazemos é bem menos importante do que quem somos e quais as nossas motivações. Há um exemplo do rei Saul (I Samuel 13) que achou que poderia fazer algo que não era a sua função, mas sim do sacerdote Samuel, o de sacrificar ao Senhor e isso desagradou muito a Deus a ponto de o Senhor rejeitá-lo como rei. Saul foi o primeiro rei de Israel, que aos olhos humanos foi a melhor escolha, um homem alto, robusto, de boa aparência, que intimidaria os inimigos. E no início realmente ele foi um bom rei, mas devido ao orgulho, passou a ter pensamentos e comportamentos contrários à vontade de Deus, mas que aos seus próprios olhos era o correto. E muitas vezes é assim em nossas vidas, achamos que o que fazemos é o mais importante, mas Deus é Deus que sonda nossas motivações e sabe quem nós somos em nossa essência.

E o que dizer então dos fariseus? Eram homens zelosos em cumprir a Lei, eles faziam tudo correto aparentemente: davam o dízimo de tudo, davam esmolas, conheciam as Sagradas Escrituras, oravam, jejuavam, frequentavam as sinagogas (locais que os judeus cultuavam a Deus), mostravam-se santos… Mas na realidade não agradavam a Deus! Pois faziam essas coisas para serem vistos pelos homens e não por amarem a Deus e ao próximo verdadeiramente. Inclusive eles, os fariseus, não se achavam pecadores e só podemos ser perdoados e regenerados pelo Senhor Jesus quando reconhecemos nossa condição de miserável pecador. A Bíblia é clara: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus” (Mateus 5:20). As suas ações não eram erradas, mas eram atitudes apenas exteriores, meramente ritualísticas, vazias de sentido para Deus. Por isso Jesus combateu de forma tão veemente as atitudes dos religiosos, pois a justiça de Deus é algo que ocorre primeiramente no coração do homem.

Em nossos dias também podemos perceber que o que vale para a comunidade cristã é o que é aparente. Por exemplo, se a pessoa frequenta os cultos, tem comunhão com os irmãos, é batizado, participa da Santa Ceia e de algum departamento da igreja, achamos que o irmão é uma benção e é santo, mas quantas pessoas fazem tudo isso e seu coração está distante de Deus? Fazem isso simplesmente como algo aparente para muitas vezes dar satisfações aos irmãos e ao seu líder. São pessoas que estão dentro das igrejas, mas que não tem certeza nem da própria salvação…

Portanto, nossas ações precisam sempre estar alinhadas com aquilo que nós somos e com as nossas motivações, pois Deus não vê como o homem vê. O homem só consegue enxergar o que fazemos, Deus vê o coração e é onde ele quer transformar. A Palavra diz: “Os sacrifícios que agradam a Deus são um espírito quebrantado; um coração quebrantado e contrito, ó Deus, não desprezará” (Salmos 51:17).

 

 

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